SONORO DIAMANTE NEGRO – Suely Nascimento

“‘Sonoro Diamante Negro”, livro  da jornalista e fotógrafa paraense Suely Nascimento, cujo projeto foi o único selecionado da Região Norte para o programa Conexão Artes Visuais 2010, realizado pela Fundação Nacional de Artes (Funarte), será lançado amanhã dia 18 de outubro

fotografia sonoro diamante negro

baileSonoro-diamanteNegro


O livro ‘Sonoro Diamante Negro’ contém fotografias que mostram a importância do dia a dia do sonoro na vida social e cultural de pessoas simples, moradoras de bairros afastados do centro da cidade. Suely Nascimento retratou a rotina de pessoas envolvidas na montagem do ‘Diamante Negro’. ‘Nas fotos produzidas durante bailes da saudade, pode-se apreciar os pares de dança, os sapatos brancos dos homens e o assoalho em madeira dos salões’, ressalta. Com base nesse acervo fotográfico, já havia sido produzido o audiovisual ‘Sonoro Diamante Negro’, de agosto a novembro de 2003, quando a jornalista e fotógrafa foi contemplada com a Bolsa para Pesquisa em Arte, do Instituto de Artes do Pará.

A aparelhagem de som ‘Diamante Negro’ foi criada em dezembro de 1950, no bairro da Marambaia, em Belém. Seu primeiro nome era em homenagem a um santo, ‘São Sebastião’. ‘À moda da época, sonoro tinha nome de santo. O tempo passa, a aparelhagem aumenta e o nome é mudado para ‘Diamante Negro’. Era o sonoro mais antigo de Belém, em atividade. O diferencial era a qualidade do som, apreciada nas noites do Baile da Saudade, quando casais cativos dançavam antigas canções que falam de dor de cotovelo, de tristeza, de amor…’, conta Suely Nascimento. O sonoro interrompeu as suas atividades em junho de 2004. ‘Acredito que o livro vai resgatar e divulgar uma parte da memória de Belém, da história do ‘Diamante Negro’ e dos dançarinos que frequentavam essas noites meio de sonho. E o ‘Sonoro Diamante Negro’ pode ter, assim, uma obra brasileira que preserve a sua história’, finaliza.

A seleção de fotos foi feita com base no acervo produzido pela jornalista e fotógrafa Suely Nascimento, entre 1997 e 2003.  O livro traz ainda a história do Sonoro a partir da entrevista com o proprietário, Sebastião Nascimento. O material a ser publicado mostra a importância do dia-a-dia do Sonoro na vida social e cultural de pessoas simples, moradoras de bairros afastados do centro da cidade. As fotos mostram o proprietário, os homens que carregavam os móveis e que controlavam o som, as sedes sociais onde o Sonoro tocava e as pessoas que iam às suas festas. Percebe-se uma realidade bem peculiar de Belém, que é um dos poucos lugares do Brasil onde há esse tipo de atividade cultural e social – a do sonoro.

AGENDA:

NOVEMBRO

Lançamento do livro

Quando: 18/11 (19h as 23h)
Onde: São Domingos Esporte Clube Recreativo e Beneficente (Avenida Roberto Camelier, 816 – Jurunas – Belém)

Publicado a partir de:

1 – Conexão Artes Visuais.

2- Jornal O LIBERAL.


Chaplin e sua câmera

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Shaun Curry/AFP

Funcionária da casa de leilões Christie’s posa, em Londres,

com câmera que foi usada por Charles Chaplin para filmar

alguns de seus clássicos; ela será leiloada com lance mínimo

de cerca de R$ 280 mil
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Foto: shaun curry
Câmera que foi usada por Charles Chaplin para filmar alguns de seus clássicos;

Ela será leiloada nesta quarta pela casa londrina Christie’s com lance inicial de

cerca de R$ 280 mil.