CRONOLOGIA (1968)

+ Cronologia

Outubro de 1967 – Jovens franceses realizam manifestações contra o Plano Fouchet, que visava à “eficiência do sistema universitário”. Nos EUA, protesto contra a Guerra do Vietnã reúne cerca de 35 mil pessoas

1968 – Na Tchecoslováquia, Alexander Dubcek assume a liderança do Partido Comunista e inicia reformas liberalizantes. A retomada da liberdade de expressão culmina com a Primavera de Praga: diversos setores da população passam a exigir mais abertura democrática. A experiência terminaria em agosto, com uma ocupação militar organizada por países comunistas

8 de janeiro – O estudante de nacionalidade alemã Daniel Cohn-Bendit lidera protesto na Universidade de Nanterre. Com 50 estudantes, Dany, o “Vermelho”, ataca verbalmente o ministro da Juventude e dos Esportes, François Missoffe, comparando ao nazismo as novas normas de segurança em vigor nas universidades

22 de março – Estudantes, denunciando a repressão a protestos anteriores, ocupam a administração de Nanterre. As aulas são suspensas até 1º de abril

4 de abril – O pastor e ativista Martin Luther King Jr. é assassinado em Memphis (EUA). Conflitos raciais emergem em dezenas de cidades do país

2 de maio – Nanterre suspende aulas em dia de manifestação

3 de maio – Após protesto na Sorbonne, conflitos com a polícia no Quartier Latin deixam mais de cem feridos e 500 presos

6 de maio – Manifestações espalham-se por universidades francesas; nos dias seguintes, protestos reúnem dezenas de milhares de pessoas

10 de maio – A Noite das Barricadas: estudantes reivindicam a soltura de colegas e fecham ruas do Quartier Latin; a polícia intervém violentamente

11 de maio – Sindicatos convocam greve geral. O primeiro-ministro Pompidou concorda em anistiar estudantes presos, retirar forças policiais do Quartier Latin e reabrir a Sorbonne

13 de maio – Irrompe a greve geral: a maioria das universidades francesas adere, junto com os dois maiores sindicatos do país

19 de maio – O Festival de Cinema de Cannes interrompe os eventos. Não há premiado no ano

21 de maio – O total de grevistas chega a 10 milhões. O líder estudantil Cohn-Bendit é expulso do país, suscitando novos conflitos

22 de maio – Parlamento rejeita derrubada do presidente De Gaulle, proposta pela esquerda

27 de maio – Governo, empresas e lideres sindicais entram em acordo sobre aumento de salários e melhoria de condições de trabalho, mas trabalhadores permanecem em greve

30 de maio – Em discurso transmitido por rádio, De Gaulle se recusa a renunciar e clama por apoio de seus eleitores. Manifestações pró-governo juntam quase 1 milhão de pessoas

1º de junho – Abastecimento começa a se normalizar. Até meados do mês, serviços e indústria voltam a funcionar como antes

30 de junho – Os partidários de Charles de Gaulle vencem as eleições legislativas. O presidente, no entanto, não garante sua estabilidade: no ano seguinte, os eleitores votam contra um referendo proposto pelo general, que acaba renunciando à Presidência em seguida

http://uol.com.br/fsp

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