“Quem faz literatura atualmente?”

Livro explica obra de 60 autores da literatura brasileira atual Quem faz a literatura brasileira atualmente? O que está em jogo na poesia e na prosa que se escreve no Brasil? O livro “Literatura Brasileira Hoje”, da coleção “Folha Explica”, dá destaque a 60 autores –30 poetas e 30 prosadores– da atualidade.

“Literatura Brasileira Hoje” descreve obras de 60 autores

De Manoel de Barros (nascido em 1916) a Tarso de Melo (1976), de Lygia Fagundes Telles (1923) a Nelson de Oliveira (1966), eles compõem um número amplo o bastante para demonstrar o que de mais relevante se tem escrito em nosso país. Dezenas de outros autores comparecem também, nos comentários à obra dos 60, para formar junto com eles um panorama único da nossa literatura.

O livro é assinado por Manuel da Costa Pinto, mestre em teoria literária e literatura comparada pela USP (Universidade de São Paulo) e colunista da Folha –leia o primeiro capítulo abaixo.

Como o nome indica, a série “Folha Explica” ambiciona explicar os assuntos tratados e fazê-lo em um contexto brasileiro: cada livro oferece ao leitor condições não só para que fique bem informado, mas para que possa refletir sobre o tema, de uma perspectiva atual e consciente das circunstâncias do país.

Para saber quais os livros da coleção “Folha Explica” cujos primeiros capítulos já foram publicados, clique aqui.

“Folha Explica Literatura Brasileira Hoje”
Autor: Manuel da Costa Pinto
Editora: Publifolha
Páginas: 168
Quanto: R$ 20,90
Onde comprar: nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Publifolha

Confira a introdução do “Folha Explica Literatura Brasileira Hoje”:

Este livro tem a pretensão de apresentar um panorama da literatura brasileira contemporânea. Não propõe juízos de valor ou veredictos, mas procura salientar as razões pelas quais alguns autores se tornaram representativos da diversidade de nossa produção poética e ficcional.

Escrever a história do presente é sempre arriscado –e isso também vale para a literatura. Sem o necessário distanciamento que o passar do tempo proporciona, podemos avaliar um autor ou uma obra com base em sua repercussão imediata, que pode ser desmentida ou ratificada por obras posteriores e novas gerações de leitores. Mas se “poesia é risco” (como quer um poeta que será abordado aqui) e se o mesmo se aplica à prosa, então a crítica literária consiste em compreender o alcance e a permanência da aventura da escrita.

De certo modo, cada poema, conto ou romance contém uma concepção do que é a literatura –e o fato de que essas concepções muitas vezes se excluem mutuamente faz parte dos impasses que estão no coração do trabalho criativo. Por isso, o leitor não encontrará aqui um ponto de vista unívoco, mas obras que criam seus próprios pressupostos e os desenvolvem coerentemente. De acordo com essa idéia, a forma de exposição escolhida não poderia ser o ensaio (que supõe um centro organizador, impõe continuidades e exclusões), mas um mosaico de escritores, em que o centro está por toda parte e a circunferência em parte alguma.

Sendo assim, o volume 60 da coleção “Folha Explica” enfoca 60 autores: 30 poetas, 30 prosadores. Esse número, necessariamente arbitrário, expressa os limites de seu método e a opulência de sua matéria-prima. O livro não tem ambições enciclopédicas: os textos aqui apresentados não são verbetes que elencam a miríade de obras da literatura atual, mas leituras que procuram identificar singularidades. Por outro lado, cada um dos autores abordados constitui uma espécie de campo de força, ou seja, aponta para certas tendências ou dicções presentes em outros escritores, cujo número ultrapassa em muito os 60 capítulos aqui dispostos. Esses autores são mencionados no interior dos capítulos, estabelecendo-se correlações e diálogos. Para facilitar a leitura, ao final do volume há um índice onomástico no qual o leitor poderá visualizar a incidência dos autores e as relações que se estabelecem entre eles.

Obviamente, o critério de escolha dos escritores analisados tem algo de imponderável: crítica literária também é risco –mesmo quando não expressa uma opinião pessoal, mas procura entender a importância que autores e obras adquiriram dentro de nosso sistema literário.
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Da Folha On line

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