A casa caiu
Criador da série “House”, que chega ao quarto ano, David Shore adianta os próximos passos do médico ranzinza, abandonado pelos assistentes no fim da temporada passada
Divulgação![]() |
Hugh Laurie já recebeu dois Globos de Ouro pelo ersonagem-título; “ele trouxe uma carga grande de sarcasmo e grosseria, sem torná-lo hostil’, diz David Shore
LUCAS NEVES
DA REPORTAGEM LOCAL
Ás do diagnóstico, o infectologista Gregory House, protagonista da série que leva seu nome, desta vez falhou: não soube ler os sintomas de insatisfação de sua equipe. Agora, no início da quarta temporada (que estréia nesta quinta, às 23h, no Universal Channel), sente os efeitos colaterais: deixado a sós com sua ranhetice por Foreman, Cameron e cia., não tem a quem esculachar ou exibir seu intelecto.
Mas não há de ser por muito tempo, segundo contou David Shore, criador do programa, na entrevista telefônica a jornalistas latinos da qual a Folha participou, na semana passada.
“Estamos fazendo uma espécie de “Survivor” [reality show americano que inspirou a gincana eliminatória global "No Limite"] neste ano. House não é do tipo que abre um concurso, faz 40 entrevistas e contrata três pessoas. Sua linha é mais contratar 40 e demitir 37. Suas decisões a respeito de quem fica e quem sai darão dicas interessantes sobre quem ele é.”
O “processo seletivo” deve se estender por oito ou nove episódios. Mas o entourage antigo do médico no hospital Princeton-Plainsboro ainda não aposentou os jalecos. “Eles voltarão. A surpresa para o público será a forma como se dará esse retorno”, adianta Shore.
O “enxugamento” súbito de elenco não fez mal à audiência da série. Os sete primeiros episódios da nova safra registraram média de 19,1 milhões de espectadores, garantindo a “House” o sexto lugar no ranking da televisão americana.
No Brasil, em sua terceira temporada, foi o terceiro seriado mais visto nos canais pagos. A Record, que exibe o segundo ano da atração na TV aberta, tem obtido sete pontos (cada ponto equivale a 54,5 mil domicílios na Grande São Paulo), bom índice para uma produção estrangeira.
Perfil contra-indicado
Arrogância, egolatria e rispidez são traços contra-indicados a qualquer protagonista que aspire à admiração do público. Dr. House não dá a mínima para isso -e, ao que parece, nem os fãs da série. “Ele faz sucesso, em primeiro lugar, porque está salvando vidas. Se fosse manobrista e continuasse tão grosseiro, não sairia incólume. Além de ser brilhante no que faz, é capaz de dizer coisas que todos nós gostaríamos de dizer”, diz Shore.
Por sua atuação como o médico genioso, o inglês Hugh Laurie já recebeu dois Globos de Ouro e duas indicações ao Emmy (o prêmio máximo da TV dos EUA). “Ele trouxe ao personagem uma carga grande de sarcasmo e grosseria, sem torná-lo hostil”, elogia o criador da série, advogado de formação que foi buscar na medicina o pano de fundo para seu primeiro hit televisivo.
“Sei que não faz o menor sentido. É que não vejo “House” como um programa médico. O coração da série é a relação do médico com as pessoas e o posicionamento dele diante de dilemas éticos. Não se trata tanto de diagnóstico ou procedimento médico quanto das decisões morais que ele tem de tomar.”
Diga à TV que fico
Com o nome em alta em Hollywood, Shore diz que não pensa em fazer a transição para o cinema. “A televisão é o meio em que você quer estar hoje, nos EUA, se você é um roteirista. Se estivesse fazendo um filme, o diretor reescreveria o meu script. Na TV, sou eu que digo ao diretor o que estamos buscando. O que importa hoje nos filmes é o espetáculo, o que você pode explodir. Por isso é que a televisão começou a atrair roteiristas. Além disso, esse veículo permite explorar um personagem por muitos anos, o que não acontece no cinema, onde você divide duas horas com efeitos especiais.”
A greve dos roteiristas, que há 15 dias paralisa boa parte da produção de conteúdo televisivo nos EUA (a classe pede participação nos lucros com download na internet e vendas de DVDs), já tem consulta marcada com House. “Estamos rodando o 12º episódio. É o último para o qual há script. Não irei reescrevê-lo para que sirva como encerramento da temporada, caso a greve se estenda. Por isso, espero que os produtores ofereçam logo um contrato justo”, afirma Shore.
Retirado daqui: FSP

Novembro 22, 2007 às 7:13 pm |
De fato a série é excepcional comparada as existêntes hoje, obdecendo a várias regras do teatro grego ela consegue agradar a gregos e até mesmo troianos.
A unica questão em aberto é até quando Hugh Laurie aguenta essa correria de grevar nos EUA e ter a familia residindo na Inglaterra.
Mas enquanto isso nós podemos saborear o sarcasmo e o raciocinio brilhante deste personagem.
Carlos Lemes
http://leitorcritico.wordpress.com/
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Novembro 30, 2007 às 1:31 pm |
Eu simplismente amo o seriado House,arrogante ou não ,ani-ético ou não é um seriado que passa muita emoção para o público além de ensinar muito sobre as doenças que muitas ainda não conhecia, só achei meio chato a terceira temporada não estarem com a equipe dele´, porque se acaso o diretor mudar os atores, simplismente irá perder a graça, já estavamos acostumados com os antigos ,Cameron,Jesse e Foreman só pesso que ele não mude os atores que são simplismente ótimo.
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Julia, minha querida
Primeiro que tudo, seja bem-vinda, a casa é sua, OK?
Mas, sabe, eu acho que vc não prestou muita atenção: a questão da ética não é em relação ao House ou aos métodos do House – que é martvilhoso, eu adoro e o único defeito que ele tem é não casar comigo hahah.
O ético dessa notícia diz respeito à GREVE DOS ROTEIRISTAS que pode atingir todas as séries e shows de televisão dos USA.
É isso, fofa.
Um beijo.
P.S Agora, sossegue, como vc viu ontem, a Cameron já reapareceu e o Chase também
Logo será a vez do Foreman.
Beeeeijus!
M.